Você sabia que o Atados participa de uma das maiores redes de voluntariado do mundo? A rede construída pela Points of Light, fundação norte americana que pretende fomentar a atuação civil, é uma de nossas grandes parceiras.

Nesse ano, fomos convidados para participar do Points of Light Global Network Gathering, na Índia, para trocar experiências e conhecer o que as outras associações de nossa rede estão fazendo em voluntariado. Dá uma olhada no que descobrimos por lá!

Trabalhando com causas

Um dos grandes desafios do engajamento social é desenvolver alguma causa específica dentro das empresas. Como fazer com que os colaboradores se engajem no tema de impacto da empresa?

Nosso parceiro da Holanda compartilhou conosco quatro grandes passos para trabalhar essas causas:

Fase 1 – Awareness: o objetivo é tornar a causa conhecida! Trazer informações sobre, modos de ajudar, principais desafios. Abusar dos e-mails, cartazes, falas em eventos e reuniões.

Fase 2 – Activate: ativar esse conhecimento construído sobre a causa. Portanto, pedir para que os colaboradores tragam aprendizados, histórias, informações sobre a causa pode ser uma ótima ideia!

Fase 3 – Collaborate: após todo o processo de conhecimento e ativação, desenvolver projetos de voluntariado que atuem sobre a causa com os colaboradores.

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Fase 4 – Measure: por último, avaliar o que foi feito e o nível de satisfação dos colaboradores para fazer os ajustes necessários e manter engajamento na causa.

Construindo um programa de voluntariado

Como no Brasil, nossos parceiros buscam sempre melhorar os programas de voluntariado em seus países. Uma forma de construir programas de sucesso é seguindo um passo a passo que o transforme em algo aspiracional:

Passo 1 – Conhecer o público com o qual vai trabalhar: fazer uma pesquisa com colaboradores para entender preferências, experiências com voluntariado, etc.

Passo 2 – Conseguir apoio da liderança para o voluntariado.

Passo 3 – Criar junto com os colaboradores as ações que devem ser feitas ao longo do ano.

Passo 4 – Planejar o programa, levando em consideração a relação com os valores da empresa, diversidade de ações, o impacto e o quanto isso vai trazer diversão aos voluntários.

Passo 5 – Comunicar o programa. Inspire os colaboradores para que eles se conectem com a causa e as ações.

Passo 6 – Mão na massa: realizar as ações!

Passo 7 – Avaliar o que foi feito para ajustar o que é necessário no ano seguinte.

Passo 8 – Reconhecer e celebrar o voluntariado que foi feito: voluntários reconhecidos são mais engajados.

Reconhecimento de voluntários

Uma das grandes tendências que vimos na conferência foram programas de reconhecimento de voluntários. O reconhecimento pode ser alcançado apenas com comunicação e visibilidade do voluntário, principalmente dentro da empresa.

Ainda mais, a entrega de prêmios também se tornou uma ferramenta de impacto, aumentando muito o engajamento de voluntários.

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Quer saber mais? Dá uma olhada nesse projeto que tivemos contato!

Em Israel, a organização Ruach Tova desenvolveu, em parceria com a Coca Cola, um projeto em que os voluntários se inscreviam nas ações pelo site. Conforme participavam, eles ganhavam pontos para trocar por ingressos gratuitos da WOW Tour (série de shows patrocinados pela empresa).

Voluntariado fora da caixa

Também vimos uma série de ideias para fazer o voluntariado ser mais criativo. Por lá, vimos instituições que transformaram os beneficiários em voluntários. A ideia é que pessoas com deficiência trabalhassem seu desenvolvimento ao mesmo tempo em que eram voluntários em outras causas. Como resultado, isso gera um círculo virtuoso de grande impacto.

Outras instituições também apresentaram ações em que lançamos desafios aos voluntários para resolver problemas de ONGs – são 15 dias de hackaton em que os colaboradores visitam a instituição, conhecem seus desafios e, juntos, criam soluções.

Transformando o voluntariado

Um tema tratado de modo recorrente no Brasil e no mundo é como transformar projetos mais assistencialistas em desenvolvimentistas. Na Índia, conhecemos uma instituição que soube fazer isso com maestria. A Goonj existe há 20 anos e atua em 23 estados da Índia.

Nesse tempo, eles já arrecadaram e doaram muitas roupas, livros, itens de casa para pessoas em situação de vulnerabilidade no país. Porém, diferentemente de uma doação convencional, eles trabalham a doação como MEIO para o desenvolvimento.

Cada comunidade que pede kits de doação deve, em troca, organizar algum tipo de trabalho que melhore a vida deles, pode ser a construção de uma ponte, de um poço, a criação de um curso, o que eles entenderem, juntos, que faz sentido para o desenvolvimento da comunidade.

Para nós, é um enorme prazer participar de conferências em que nossos parceiros troquem experiências tão ricas entre todos! E, faz parte do coração do Atados compartilhar esses conhecimentos também com nossos clientes e voluntários sempre que possível <3

Quer saber mais detalhes? Entre em contato com nossa área comercial: empresas@atados.com.br

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*Texto escrito por Alana Jorge, Coordenadora de Projetos no Atados